Entre 1987 e 2006, apresentamos abaixo, cada um dos momentos da vida profissional e pessoal de Mônica Deluqui que foram importantes para a construção do FATOR BRASIS
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Breve histórico do FATOR BRASIS
1987- Após 8 anos de atuação na área da psicologia, em centro de estudos e na clÃnica, a escolha de trabalhar na área da cultura foi feita. Para o FATOR BRASIS, esta primeira fase profissional foi muito importante porque é dela que vem a aprendizagem de que "muitas vezes, aquilo que vale ouro, a sua identidade, está oculta e sub-aproveitada".
1989- Como uma das diretoras da escola de vÃdeo The Academia Brasileira de VÃdeo em SP, a partir de convite da Secretaria de Cultura do Estado de SP, gestão Fernando Moraes, realizamos formações em linguagem videográfica em 17 municÃpios do Estado de São Paulo. Estas oficinas resultaram na produção em VHS de inúmeros vÃdeos com temáticas das culturas locais. "Assistir a 43 vÃdeos que revelaram histórias e expressões culturais de 17 municÃpios, ali, coladinhos à capital São Paulo, foi uma experiência existencial incrÃvel. Eu ja tinha 30 anos e ninguém, nem amigo, nem famÃlia, nem escola, haviam partilhado comigo que a cultura em cada uma das localidades brasileiras é singular, é rica, é diversa, é provocadora, e por isso merece, precisa ser divulgada e conhecida!"
1990- a riqueza cultural encontrada nos vÃdeos, levou-nos a criar o projeto O VÃdeo View a Cultura Brasileira que logo conquistou uma Bolsa de Estudos no Centre Internacional de Creation en Video, na França.
1991- depois de 40 dias na França, abrimos mão da Bolsa para retornar ao Brasil e administrar o caos instalado na The Academia, na área de cinema e vÃdeo e na cultura do paÃs, após a posse do Presidente da República do Brasil de então.
1992- a forte recessão não diminuÃa, cursos de vÃdeo eram luxo e, assim fechamos as portas da escola.
1993-1999- tendo contas a pagar, colocamos de lado o projeto e passamos a prestar serviços de coordenação de projetos e eventos corporativos para empresas multinacionais da Telecomunicação, uma porta que se abriu. Foram anos muito ricos em aprendizagem sobre projetos. Excelência em qualidade, orçamentos bem elaborados e executados, convÃvio com tecnologias de ponta, foco no cliente, processos enxutos, prestação de contas, intenso realcionamento vertical e horizontal, muitas viagens a negócios, etc. "A cada aprendizagem, pensava: Quando eu puder fazer os projetos de resgate de cultura, ele terão estas qualidades aprendidas".
1994- realizamos na FGV-SP a especialização em Administração da Cultura tendo esperança em encontrar pares para defender o O Video View.... ...
2000-2001- fui contratada pela multinacional HSM do Brasil para ser a Diretora de Conteúdo do novo site que iria ser lançado. Era preciso uma pessoa de perfil empreendedor e implantador. Contratamos uma equipe de 17 profissionais e em 3 meses, colocamos no ar, além de 5.000 páginas do melhor conteúdo que um executivo brasileiro poderia encontrar, fazÃamos jornalismo diário, em tempo real. Quando a "bolha da internet" estourou, nossa equipe foi reduzida a 5 funcionários e trabalhamos arduamente para desenvolver a hsmeducation, que eram os primeiros cursos online com conteúdo de management do Brasil. Foram 10 cursos, com cada um dos principais gurus mundiais do management. "A cada aprendizagem, de novo, pensava: trabalhar a partir do universo online, conectando pessoas, promovendo projetos interativos, baixando custos- sim, quando eu puder me dedicar ao projeto de resgate de cultura, ele terá esta visão virtual, mesmo que inicialmente precise ser realizado off-line."
2002- Mudança para o Rio de Janeiro, e finalmente, "redirecionando a carreira", a primeira versão do projeto Fator Brasis é elaborada. Faltava ao formato uma melhor compreensão do "social", pois a relação "cultura local e transformação social" já havia se tornado um imperativo. Inúmeros cursos sobre projetos, prestação de contas, cultura, terceiro setor são realizados para buscar "me apropriar de conteúdos atualizados".
2003- O MBE em Responsabilidade Social (UFRJ) foi ótimo, não só para conhecer melhor a questão da previdência, da cidadania, da organização da sociedade civil, da relação do poder público e da iniciativa privada com o social como também para encontrar no meio dos estudos um elo muito importante que estava faltando ao FATOR BRASIS, o estudo das novas visões de desenvolvimento e suas metodologias.
2004- o projeto é transformado em empreendimento, a partir de Plano de Negócios elaborado e conquista uma vaga entre as empresas incubadas pelo Instituto Gênesis da Puc-Rio. Neste ano também, o FATOR BRASIS torna-se um empreendimento da ong CONTATO (Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais. Com 5 anos de operação, conta com a Certidão do Conselho Municipal da Assistência Social e está se tornando OSCIP.
2005- visando testar as novas ferramentas elaboradas pelo FATOR BRASIS, é realizado em Silva Jardim-RJ, no Circuito TurÃstico Eco-rural Reservas Naturais, que compreende 4 bairros, o Piloto Fator Brasis.
2003/2006- foi bastante ampliado o nosso conhecimento sobre como estão acontecendo as iniciativas relacionadas à cultura e ao turismo no Estado do Rio de Janeiro. Como integrante do Seminário Permanente de PolÃticas Públicas da Cultura do Estado do RJ, mais de 270h/a de atualização em temáticas culturais (UERJ-CAsa de Rui Barbosa/MinC) e como diretora da Câmara Técnica de Cultura na ABRATURR-RJ, viajando pelo Estado e vivenciando "in loco" as polÃticas e as ações deste setor.
2005/2006- além de ministrar palestras, cursos, conferência e oficinas a partir do tema "cultura e desenvolvimento", tivemos a espetacular oportunidade de participar das Oficinas do Sistema Nacional de Cultura (SAI-MinC) como facilitadora, desta vez, não mais a partir da ótica do empreendedor e sim da ótica do poder público, do fortalecimento da malha instittucional da cultura no paÃs, em vários estados como Rondônia (Porto Velho), Amapá (Macapá), Acre (Rio Branco), Tocantins (Palmas), Minas Gerais (Congonhas) e Mato Grosso (Cuiabá).